Islândia — Akureyri

Com 17 mil habitantes, a antiga Akureyri é uma cidade grande. Há um estudo para limitar a avalanche de turistas — convenhamos, uma praga! — a esta ilha civilizada.

Akureyri, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Os islandeses têm razão, pois receberam quase 2 milhões de turistas em 2015 — seis vezes o número de habitantes! Outros países vêm adotando certas restrições ao turismo em massa. Quando estivemos no Bhutan, em 2015, a taxa de turismo era de 250 dólares por dia, per capita.

A paisagem lunar entrecortada:

• pelas tampas de mesa

Akureyri, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

• o parque Dimmiborgir, onde a erupção dos vulcões desenhou as mais bizarras e surpreendentes esculturas

• lama fervente nos poços fumegantes em Hverir, como no Chile

Hverir, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

• geisers fortíssimos cobertos de pedra e, mesmo assim, fumarola brava

Hverir, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

• fazendas de gado e cavalos de raça para exportação. Inclusive é proibida a importação para não interferir na excelente qualidade dos cavalos nativos.

Akureyri, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Em 1918 a Islândia proclamou a independência formal da Dinamarca. É uma nação conservadora com surpreendentes práticas modernas, avançadas e instituições democráticas inabaláveis há 1000 anos. A própria língua, de origem escandinava, sofreu poucas modificações ao longo dos séculos; praticamente sem dialetos tem alguma semelhança com o alemão: não é grande consolo!

Tendo passado por período de privação, o povo aprendeu a comer tudo: de aves, peixes, testículos de carneiro a tubarão apodrecido… sabiamente transformaram os ingredientes da terra em saborosos pratos exóticos. A carne de rena experimentamos e repetimos. Ah! São consumidos 3 milhões de litros de cerveja por ano.

A cultura é permeada de sagas heróicas transmitidas oralmente através das gerações. Aqui, a cachoeira Goðafoss, onde segundo a lenda, é a morada dos deuses.

Goðafoss, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Pela segunda vez o encantamento é ainda mais forte.

Goðafoss, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Islândia tem aproximadamente 355 mil habitantes. Pode se constatar a incompatibilidade de um amontoado de gente com um bom nível de vida…

Islândia — Seyðisfjörður

De Bremerhaven à Islândia são dois dias de navegação. Além da superfície azulada, os montes verdes deslizam gentilmente pela escotilha:

Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

A Islândia é aveludada! Montes com tampa de mesa devido à solidificação das lavas. Berços de neve em contraste com as rochas bem escuras. É uma fartura de azul.

Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Embarcamos no MS Albatros, um quarentão bem conservado, mobília nova e confortável. Tem três mesas de pingue-pongue — uma festa! — sauna, bons aparelhos de musculação, além daqueles mimos dos bons navios de cruzeiro. A piscina com ondas nos descansa das peripécias da chegada e prepara-nos para o agora!

Em nossa mesa, dois casais com idade entre 75 e 82 anos são valentes velejadores. Isto mesmo! Uma disposição incrível para singrar os mares; suas histórias prendiam-nos muito além da sobremesa. É relaxante aproveitar a ausência de rotina, as pessoas e ambientes diferentes, as novidades de cada porto. O primeiro, Seyðisfjörður:

Seyðisfjörður, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

É a cidade mais antiga da ilha, 750 habitantes. Nos arredores fundou-se uma cidadinha para funcionários de grandes empresas; é um tipo de Brasília dos burocratas, com a diferença da eficiência e excelentes resultados dos islandeses.

Fomos ao parque Hengifoss, 450m acima do nível do mar; a caminhada forte de 2km começa por esta escadinha. É impressionante a limpeza, não vimos um saquinho plástico ou pedaço de papel. Dá uma inveja…

Hengifoss, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Por todo lado, panelas enormes onde fachos de água revolta formam cachoeiras; fios de água cristalina despencam e correm apertados entre os corredores de pedra. A primeira queda d’água de 30m de uma torre de basalto compensa todo o esforço.

Hengifoss, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

A principal cachoeira Hengifoss, 118m de torrentes, em meio-círculo de camadas de rochas coloridas. Aqui, a gente experimenta sufocante e maravilhosa sensação: a tal de tirar o fôlego!

Hengifoss, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

O navio fornece farto almoço-piquenique saboreado numa mesa infinita entrecortada de lagoas, de pedras vulcânicas… e silêncio.

Hengifoss, Islândia – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Groenlândia — Mar à Vista

O embarque em Bremerhaven, um dos maiores portos da Europa, às margens do Rio Weser, traz curiosa excitação.

Bremerhaven – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

De Bremen para este porto o trem leva 34 minutos cravados. No trem, e por todo lado, um universo de gente de todas as cores, tipos e etnias. Esta diversidade recente enriquece, traz vantagens para todos.

Aqui em Bremerhaven o Atlantic Hotel Sail City, à beira-mar, nos recebe com água de hortelã e maçãs. A sauna, toda de vidro, tem a forma de um barco e as duchas bem fortes, revigoradoras.

Bremerhaven – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Bremerhaven, com 110 mil habitantes, limpíssima, agradável é, essencialmente, cosmopolita. Os belos e modernos edifícios —como o centro de conferências em forma de zepelim e o hotel — acentuam o contraste entre a tradição do museu e a história intrigante de navios antigos.

Um barco a vapor, pesadão — DE Wal, 1937-1990 — uma relíquia-navegante satisfaz o desejo dos saudosistas lançando-se ao mar, de vez em quando, com uma tripulação de voluntários:

DE Wal, Bremerhaven – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Tudo cuidadosamente restaurado.

DE Wal, Bremerhaven – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Um submarino-veterano nos faz surpresa.

U-Boot Wilhelm-Bauer, Bremerhaven – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Finalmente, uma van nos leva ao MS Albatros, da Phoenix. É o ponto inicial para a Groenlândia:

albatros
MS Albatros – Copyright© Phoenixreisen

A partir daqui tudo é novo, principalmente, se nos tornamos disponíveis para mais uma primeira vez!

 

Bremen — Alemanha

Nos arredores de Bremen visitamos o Moor — são pântanos como na Irlanda. No séc. XVIII eram fazendas de onde se extraia a turfa usada para aquecimento e combustível. O trabalho era feito pelas famílias, inclusive pela criançada. Atualmente o Moor é um parque enorme, belíssimo:

Teufelsmoor, Bremen – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Antigamente a turfa, depois de retirada, era cortada como em um tabuleiro, seca e transportada por barcos, como este no museu, para as cidades vizinhas.

Teufelsmoor, Bremen – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Esta reserva muito bem conservada é um habitat de pássaros, insetos e plantas. Um metro de terra preta leva mil anos para se decompor e se compactar; daí pode-se avaliar a preciosidade desses torrões de humus, hoje usados nos jardins. Está explicada a magnificência dos Gärten em toda a Alemanha.

Teufelsmoor, Bremen – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Há locais em que a turfa compactada alcança 4 metros; assim, é um trabalho incessante de 4 mil anos! É algo em que não se acredita, a não ser com os olhos de São Tomé.

Bremen oferece uma cozinha saborosa e exótica de quase todos os cantos. Os queijos da região são inigualáveis. Os jardins de toda a Alemanha parecem ter nascido aqui no Rhododendron-Park:

Bremen – Copyright©2008 Rainer Brockerhoff

Os cemitérios são canteiros de todas as cores, árvores seculares e esculturas tocantes:

Bremen – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

À noitinha, um delicioso gulasch de veado no Zur Schleuse, restaurante coberto com o tradicional sapê, às margens do rio Wümme.

Bremen – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

Rumo à Groenlândia

A aventura para cruzar o círculo polar ártico começa com o gosto bom do vinho do Porto em Lisboa. Daqui, o vôo para Bremen, ao norte da Alemanha. A cada vez, a cidade dos músicos — burro, cão, gato e galo — é mais agradável. O ícone de Bremen é a figura destes personagens…

Foto: Bremenlotsen

…retratados pelos Irmãos Grimm: esses bichos trabalhavam duramente e, para escapar do patrão cruel, fogem da fazenda para cantar na cidade. Entre muitas aventuras, se empilham para afugentar ladrões com zurros, latidos, miados e cacarejos. Haja ouvidos! Este folclore já rendeu filmes, peças, anedotas, musicais, desenhos e muito humor:

Desenho – Johann Mayr
Em tradução livre, nas hierarquias os maiores asnos ficam no topo!

Na entrada de uma livraria, um estímulo…

Bremen, Alemanha – Copyright©2008 Rainer Brockerhoff

Há sinais de habitantes nesta região, às margens do Rio Weser, desde o ano 12 mil a.C.; as muralhas da cidade datam de 1032. Daí o estilo arquitetônico belíssimo:

Bremen, Alemanha – Copyright©2008 Rainer Brockerhoff

…a rica cultura pululando nas fontes:

Bremen, Alemanha – Copyright©2013 Rainer Brockerhoff

…nas ruelas:

Bremen, Alemanha – Copyright©2013 Rainer Brockerhoff

…nas praças:

Bremen, Alemanha – Copyright©2008 Rainer Brockerhoff

Ao lado do nosso Swissôtel, bem localizado na cidade antiga, o Loriot Park e o romântico moinho:

Bremen, Alemanha – Copyright©2016 Rainer Brockerhoff

A boa sensação é a de tudo ter ficado para trás… é a leveza da ausência de rotina, de pessoas e de ambientes conhecidos.

Transiberiana — Gran Finale

De Novosibirsk a Moscou — a etapa final — as cidades foram restauradas ou reconstruídas da sanha cruel de Stalin e Lenin. Como fênix, ressurgiram fortes, imponentes e se desenvolvem em ritmo acelerado.

Novosibirsk, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

• Novosibirsk, ainda na Sibéria, fundada em 1893 durante a construção da ferrovia Transiberiana, é uma cidade-menina para os padrões russos, banhada pelo rio Ob. Até 1991 o regime soviético proibia as visitas de estrangeiros. Hoje é importante centro industrial e universitário.

• Ekaterinburg, a janela para a Ásia, a quarta cidade da Rússia, outrora rodeada por fortalezas, é uma homenagem a Catarina I. É divisa entre os dois continentes. Neste ponto, se celebra com champanhe a brincadeira dos viajantes: colocar um pé na Europa e outro na Ásia.

Ekaterinburg, Rússia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

A cidade guarda, ainda, a perplexidade e horror ao assassinato do casal imperial, Nicolau II. Os cinco filhos e todos os familiares foram, também, covardemente executados pelos bolcheviques — membros do Partido Operário, liderado por Lenin — em 17 de julho de 1918. Segunda a lenda, uma das filhas do czar teria escapado ao destino trágico. O filme “Anastasia”, um clássico de 1956 com Ingrid Bergman e Yul Brinner, bota mais lenha na fogueira.

Esta catedral/museu foi erguida no local onde os Romanov foram mortos:

Ekaterinburg, Rússia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff
Ekaterinburg, Rússia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff
Ekaterinburg, Rússia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Kazan é espetacular! Situada na confluência dos rios Volga e Kazanka existe desde o século XI. Após a dissolução da União Soviética tornou-se um prestigiado centro científico. Aqui convivem pacificamente, desde a queda do comunismo, credos diferentes e são faladas as línguas russa e tatar.

Catedral Ortodoxa, Kazan – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Kazan abriga a maior população muçulmana da Rússia.

Mesquita, Kazan – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff
Mesquita, Kazan – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Moscou! Esta metrópole exala poder e magnificência. Aqui sobram as palavras e pobres as fotos.

A vista da janela do nosso Hotel Kempinski, próximo ao Kremlin:

Kremlin, Moscou – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Uma voltinha no metrô até a próxima estação; uns jovens gentilmente nos cederam o lugar. Essas pequenas gentilezas trazem leveza:

Metrô, Moscou – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Tchau, Praça Vermelha:

Praça Vermelha, Moscou – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Na despedida, uma constatação se impõe: se cada um pudesse encontrar a paz dentro de si mesmo, todos os seres vivos compartilhariam, sim, da indescritível diversidade, diferenças culturais, étnicas e religiosas que enriquecem o mundo.

Sibéria — Lago Baikal

A ansiedade de chegar ao Mar Sagrado da Sibéria nos acorda bem cedo… esta a recompensa.

Lago Baikal, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Baikal é o maior lago de água doce do mundo. É um maravilhoso velhinho de 25 milhões de anos. A profundidade pode alcançar 1700m, contendo 20% da água doce de todo o planeta e 90% da da Rússia.

Lago Baikal, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Por sua biodiversidade é considerado “Galápagos da Rússia”. Com 37 mil km², possui riquíssimas tradições, flora e fauna, cujos crustáceos são hábeis faxineiros do lago: devoram plantas, peixes mortos e qualquer outro material em decomposição. Neste típico mercado, às margens do Baikal, provamos o omul  um salmão de água doce — e outros peixes defumados.

Lago Baikal, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

No inverno, as temperaturas são rigorosas, o Baikal se transforma em um continente gelado. Neste verão a temperatura está muito agradável, tornando-o uma imensidão azul.

Zarengold espera pacientemente o espetacular piquenique às margens do lago: a tripulação arma mesas com toalhas adamascadas, churrasqueiras, bebidas geladas, frutas e sobremesas. Mergulhar no Baikal era inimaginável e a realidade valeu a pena!

Lago Baikal, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Perto daqui, o magnífico Museu Taltsy, reconstruído exatamente igual às aldeias habitadas há 300 anos…

Museu Taltsy, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff
Museu Taltsy, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Baikal era bem longe… a motivação nos leva a lugares inacessíveis…

Sibéria

Ao norte da Ásia, entre os Montes Urais e o Oceano Pacífico, esta terra imensa foi formada pelas civilizações nômades antes da era cristã. Em meio a grande desenvolvimento, ainda conserva, sem radicalismo, suas tradições ortodoxas, cujo símbolo é esta catedral.

Catedral da Epifania, Irkutsk, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

No final do séc. XV os russos chegaram à Sibéria e mudou-se o rumo da história. No período imperial russo e até recentemente, os terríveis Gulags “abrigaram” camponeses, cidadãos ilustres, intelectuais, entre eles Dostoiévski, pelo crime de pensar diferentemente do sistema. Cerca de 14 milhões de pessoas foram presas — principalmente entre 1923 a 1953. Mais de um milhão de presos teriam morrido sob o severo regime de trabalho escravo.

A construção da ferrovia transiberiana foi de extrema importância para a conexão entre províncias distantes.

Transiberiana – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Ulan-Ude é a cidade fronteiriça entre Mongólia e Rússia. Aqui a burocracia russa é das mais refinadas. Os agentes russos fazem questão de “conhecer” e fotografar cada passageiro. No Zarengold, tiveram a gentileza de subir às cabines, pois costumam exigir que os passageiros desçam. Então ficamos gratos em, ainda na cama, abrir os olhos pesados de sono, às 5:00 da madruga, para uma bela foto…

O exotismo, a gentileza dos nativos, compensaram tudo. O mosteiro tibetano:

Ulan-Ude, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

…o teatro…

Ulan-Ude, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff
Ulan-Ude, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

A apresentação folclórica do povo buriat é muito rica:

Ulan-Ude, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Irkutsk, onde pernoitamos, é uma grande cidade, centro de intelectuais desde os famosos decembristas — grupo de revoltosos contra o czar Nicolau I — apelidada “Paris da Sibéria”. Aqui o museu, antiga e elegante residência do corajoso revolucionário Volkonsky:

Irkutsk, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

O centro antigo de Irkutsk era um antro de prostituição e drogas; através de lúcida administração pública transformou-se, com o investimento de empresários, numa área turística/cultural segura e rentável:

Irkutsk, Sibéria – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Os 1800km de Irkutsk a Novosibirsk foram muito bem aproveitados no Zarengold; aulas de russo, apresentação de violino, canções folclóricas, a prova de fogo da degustação de vodka de todas as cores e para todos os gostos: de bacon, de pimenta, de canela, de pistache, etc., e o delicioso almoço típico:

Transiberiana – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Mongolia — Sob a Luz das Estrelas

Zarengold permanece na estação, havendo as opções de pernoite no hotel em Ulan Bator ou no Parque Terelj. Escolhemos pernoitar sob a luz das estrelas no confortável acampamento. Esta escolha traz-nos surpresas: pode-se caminhar em todas as direções, absorver o por-do-sol, saborear lentamente os diferentes pratos no jantar, deitar na grama com o céu estrelado quase no nariz…

Camp Juulchin-Balayag, Mongólia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

O espetacular Parque Nacional Ghorki-Terelj é apelidado de Suíça da Mongólia. Até lá, “SÓ” paisagem! Envolvente silêncio, monumentos de pedras…

Gorkhi-Terelj National Park, Mongólia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

…e este oportuno banheiro perdido no verde:

Mongólia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

O parque está a 90km de Ulan Bator. A cidade vai ficando para trás; na saída, cavalos garbosos trotando ao lado de Mercedes-Benz. Logo, logo, o verde dos campos, a entrada do parque — uma das maiores áreas de vida selvagem protegida na Mongólia, apesar do avanço de acampamentos em vários pontos. Ao norte, no Khan Khentii, ainda há animais selvagens. Por aqui, os afáveis iaques.

Mongólia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

A hospedagem neste acampamento é em iurte ou ger ; essas elegantes cabanas circulares nas planícies onduladas, é como estar num filme. Apropos, recomendamos o premiado documentário “Camelos Também Choram”, da diretora Byambasuren Davaa.

Gorkhi-Terelj National Park, Mongólia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

No Camping Juulchin-Bayalag há este espaçoso iurte-restaurante, serviços de lavanderia, sauna e banheiros limpos.

Camp Juulchin-Balayag, Mongólia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

ger é a casa dos nómades, é de fácil e rápida montagem e desmontagem. É bem aquecido; até dormimos com a porta aberta para refrescar!

Camp Juulchin-Balayag, Mongólia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

Visitamos uma das famílias nômades, experimentamos um tipo de creme de nata delicioso e a espontaneidade dos mongóis. Serviram-nos, também, o chamado airag, leite fermentado de égua, forte teor alcoólico. Tem um gosto entre doce e salgado, é mesmo o sabor da Mongólia.

Gorkhi-Terelj National Park, Mongólia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff

O anoitecer é um momento inesquecível, ainda mais que não havia outros hóspedes. Nesta imensidão quieta, a espantosa luminosidade das estrêlas traz a boa e rara sensação de completude na despedida da Mongólia.

Camp Juulchin-Balayag, Mongólia – Copyright©2015 Rainer Brockerhoff