Tudo estranho…
Sim, quantas vezes, por íntimo pudor,
Por orgulho talvez, amor próprio, vaidade,
Escondemos no riso a nossa dor.
……………………………………………………..
— Coisa estranha a felicidade!
— Estranha coisa, o amor!
Tudo estranho…
Sim, quantas vezes, por íntimo pudor,
Por orgulho talvez, amor próprio, vaidade,
Escondemos no riso a nossa dor.
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— Coisa estranha a felicidade!
— Estranha coisa, o amor!
Pedido
Deixem que eu seja eu
O eu que sonhava ser
Não este eu de mentira
Que todos me obrigam a viver!Que caia a máscara usada
E surja a face desnuda;
Que, embora em pranto lavada,
Minh’alma não seja muda.Deixem que eu seja eu
Não importa boa ou má:
Aquela que sei que sou
E que não sei onde está.
Todo o mal
Todo o bem
Das entranhas vêm
Copyright©2012 Maria Brockerhoff
Quero uma ilha!
Chega de mim
Chega de gente
Agregado ou
Dependente
É só armadilha
Mar sem trilha
Canoa sem quilha.
O tal ser humano
Ignorante ou letrado
É bicho complicado
Não tem saída
Desta louca corrida
Tal qual boiada
Solta, sem destino
Em busca do nada!
Basta
Gente madrasta!
A vida é boa
Brisa na proa…
Sejam agora
Jogados fora
Os chatos, os mal-amados
Sem demora afogados
Todos os mal-acabados…
Copyright©2011 Maria Brockerhoff
Num lance espirituoso e certeiro, Gilberto da Silva Melo assim o “batizou”!
A vida inteira
topando na mesma pedra
toupeira
Boa matraca
não cala não escuta
bota cicuta
Copyright©2011 Maria Brockerhoff
Depois do gozo
de todo o belo início
vem precipício
Poço bem fundo
já não mais me engana
ess’alma humana
Copyright©2011 Maria Brockerhoff
…é mineiricai!
Cabeça à tona
tontos com beladona
somos os homens
Copyright©2011 Maria Brockerhoff
…traz, na segunda parte do poema inscrito na sua base, a esperança de um mundo mais justo, menos pobreza e opressão; significou a acolhida ao mundo da América, ao sonho americano, enfim, um upgrade :-):
…Traga a mim os cansados, os pobres
essa massa acotovelante que anseia por respirar livremente,
A escória miserável que povoa suas praias.
Envie aqueles sem lar, os banidos pelas tempestades, mande-os a mim.
Eu lhes erguerei minha luz até o portão dourado!