Príncipe Harry — Inglaterra x Costa Rica

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Caiu um príncipe
no buraco fundo
da copa do mundo.
O elegante rapaz
atraiu muita gente
batedores, holofote.
Teve brilho fugaz
o nobre filhote.
Cercado de menina
de mídia cretina
certamente o pobre Harry
trocaria a própria sina
— do pé à medula —
pela alegria simples
do moleque gandula…

Copyright©2014 Maria Brockerhoff

Remo Olímpico — Lagoa dos Ingleses

A atividade no mar-das-gerais é lazer completo! A lagoa azulada, “quase” a perder de vista, compensa bem a falta de mar nestas terras de montanhas. Nas manhãs claras, o sol refletindo no espelho das águas, as velas, caiaques e lanches nos transportam para longe da cidade grande, do barulho, de multidões, numa viagem rápida e agradável — a Lagoa dos Ingleses está às margens da BR040, a 30km de Belo Horizonte.

No Iate Clube Lagoa dos Ingleses, pode-se velejar, praticar SUP (stand-up paddle) e remar. Não é necessário ser sócio para frequentar os cursos; saber nadar é preciso.

  • O rei da vela é o simpaticíssimo Pedro Basílio, amineirado pelas águas da Lagoa. É campeão e ótimo professor, seguindo as pegadas do pai, também velejador.
    A prova indiscutível do bom resultado das aulas de Pedro é a filha, Fernandinha, 6 anos, exímia nadadora da Academia Nada Melhor, velejando com toda a segurança.
  • O SUP está atraindo adeptos; é a remada em pé sobre uma prancha. Foi inspirado nos instrutores do Havaí, que remavam em pé sobre grandes pranchas de madeira, acompanhando os alunos de surfe. É bem elegante, transmitindo leveza e liberdade.
  • O remo olímpico está sob a batuta, ops! sob o remo, de Augustus e Sandra, apaixonados pelo esporte. O CRALmg — Clube de Regatas Afonso Ligório, que leva o nome do pai de Augustus, tinha sede na Lagoa da Pampulha e mudou-se para a Lagoa dos Ingleses.
    O remo exige esforço e boa coordenação motora. Por isso mesmo, nós escolhemos esta modalidade. O remo olímpico é, depois da natação, um dos mais completos exercícios; desenvolve vários grupos musculares, é antiestressante. No Rio de Janeiro o remo tem sido utilizado como tratamento coadjuvante altamente eficaz para as mulheres com câncer de mama.
    Pesquisas na área de oftalmologia mostraram um aumento significativo de miopia nos jovens das grandes cidades asiáticas, onde a grande massa de edificações impede a visão do horizonte. Assim, remar ou velejar na Lagoa é um plus: a vista do infinito e do por do sol é um bom tratamento para os olhos. 🙂
    Sob a orientação segura de Augustus e de Sandra, a gente já brinca de remador, vai pra mais longe e começa a deslizar!
    O remo é, agora, um grande incentivo para as manhãs de sábado — aulas também às terças e quintas — vamos sem pressa de voltar, as remadas fazem a comida ter um sabor especial na cantina do clube. O final da aula é comemorado com um bom mergulho nas águas limpidamente frias.

Ah, é muito bom! A cabeça se esvazia, vem a sensação de estar inteiramente no aqui e agora… as endorfinas tomam conta…

 

Nadal e Djokovic

Estas imagens são muito fortes. São os legítimos campeões no torneio de Roland Garros neste domingo. Nadal, vencendo o torneio pela nona vez, completou 66 vitórias em 67 jogos!
Nadal exprime a pura química da dor e da alegria desta conquista inestimável.

Djokovic venceu os 4 jogos anteriores entre os dois. Foi ovacionado de pé pelo público em Paris, levando-o às lágrimas.

Os atletas ultrapassam todos os limites de força, técnica e suor. Isto só é possível através da Grandeza Interior. Tais exemplos suportam este mundo…

Paisagismo — Show de Jardins

Estivemos em Christchurch, Nova Zelândia, logo depois de um dos devastadores terremotos. O de 2011 foi especialmente doloroso ao atingir a Catedral anglicana.

É impressionante a força, a capacidade de trabalho daquela gente amável na reconstrução de suas vidas. Uma prova disto é a realização do Ellerslie International Flower Show.

A cidade de Christchurch responde ao sofrimento com flores e jardins! A imaginação e a criatividade destes jardineiros são infinitas. Ben Hoyle, este mago, nos traz enlevo e admiração na arte premiada “A French Kiss in Akaroa”:

Serra do Roncador — Mato Grosso #1

O livro dos Villas Boas — Expedição Roncador-Xingu 1945 — foi a inspiração.

Poucas horas de vôo de Confins a Goiânia; daqui a Barra do (Rio) Garças, aproximadamente, 5 horas de carro; este tempo não se vê passar.

No aeroporto, o jovem e dinâmico casal da Roncador Expedições já à espera. Sinara e Ralph são dedicados, gostam da terra e de mostrá-la aos visitantes. Isto faz toda a diferença. A Pousada Tropical está fora do mufurufo, é bem agradável; a gente percebe o desejo de, a cada vez, melhorar as acomodações e o atendimento. Os apartamentos se abrem para a varanda e jardim com uma boa piscina: indispensável para relaxar e recuperar a energia para as surpresas do dia seguinte.

  • Tour Serra do Roncador

A 65km está a imponente Roncador. O nome vem do som do vento correndo pelas grutas e cavernas. A serra se estende por 800km e separa os rios Araguaia e Xingu.

O “causo” mais famoso é do Coronel Percy Fawcett, chefe de uma expedição inglesa, desaparecido na região em 1925. As versões são as mais variadas e inverossímeis. Cotejando as condições de hoje e as da expedição dos Villas Boas, dá pra concluir que aquele europeu aventureiro morreu mesmo foi pelo ataque de um exército, contra o qual não havia armas: muriçocas, abelhas, bernes, marimbondos, formigas, carrapatos! 🙂

Na esteira de que o Coronel Fawcett buscava uma cidade perdida, por ele denominada Z, desenvolveu-se uma aura de misticismo, sendo a Roncador um campo fértil para a UFOmania, crenças e cultos, pouso de ETs e discos voadores — em Barra do Garças há, até, um discoporto!

Certamente as formações rochosas, fechando a imensidão verde, levam à contemplação, ao silêncio. Uma riqueza geológica ainda, praticamente, desconhecida desperta aqueles sentimentos e acresce a magia da serra.

O caldo suculento de frango, a costelinha, a pimenta esperta são a comidinha no ponto de almoço da simpática dona Maria. O filho de uns 12 anos, Leandro, pula prontamente para nos atender, é ativo e tem os olhos brilhantes de um futuro empreendedor.

A Vereda dos Sonhos justifica o apelido. Agora a gente entende a paixão de Guimarães Rosa pelas veredas — o habitat das elegantes palmeiras de Buriti. É uma extensão de águas claras e, nesta época, fica coberta de florinhas bem miúdas, transformando o espelho d’água num veludo lilás.

Ricardo, nosso guia, curte tudo aquilo e não nos apressa! No campo, uma variedade enorme de pássaros e, de repente, um bando de araras azuis nos saúda, numa reviravolta melodiosa e colorida.

Despencando na serra, as Cachoeiras Gêmeas! A serra vai se transformando ao por do sol… as cores mudam drasticamente nos paredões e vão surgindo, da imaginação de cada um, as figuras, os perfis… aquele lugar ermo é incomparável.

Subindo uns 300m, a Gruta da Estrela Azul com marcas rupestres.

A Roncador Expedições nos reserva um final de passeio muito especial neste primeiro dia: a formação do Arco da Pedra, um belo portal onde aguardamos o anoitecer acolhidos por um côncavo morno na pedra… apenas nós naquele lusco-fusco, a chegada das estrelas ainda no céu teimosamente claro e o silêncio do mato!

Zimbabwe — As Cataratas… a pé

De longe, já se ouve o som tonitruante das águas do rio Zambese. O parque está bem preservado, a vegetação é densa e um altivo Livingstone contempla do pedestal a sua descoberta mais famosa. Há um projeto do governo para mudar o nome de Victoria Falls para Mosi-oa-Tunya, denominação original em língua Tonga.

As cataratas de Iguaçu, Victoria e Niágara estão na lista das modernas maravilhas do mundo. Se houvesse uma única possibilidade para apenas uma viagem em toda uma vida, uma daquelas seriam a opção possível. São incomparáveis. Então, se você ainda não esteve em Iguaçu, vá correndo! Está alííí, ó… ser brasileiro e não se presentear com as nossas cataratas é peccato.

Há vários pontos de observação e as formações de pedra e cataratas principais recebem os apelidos:

Devil’s CataractMain FallsRainbow Falls (a mais alta) e Eastern Cataract.

Em duas horas — poderia ser muuuito mais!  — vamos percorrendo as margens e o espetáculo das águas atinge, num crescendo, uma beleza inimaginável. A força tão grande da queda faz “chover” em toda a área. O spray d’água, colorido por arco-íris, dificulta fotografias. Cautelosos turistas — vão se derreter? — se embrulham numa capa impermeável. Perdem uma sensação maravilhosa:

o prazer de deixar os pingos grossos e mornos encharcar nossas roupas e lavar a alma!

 

Zimbabwe — As Cataratas

O turismo gira em torno de Victoria Falls, claro! A Rovos Rail — uma companhia ferroviária — é considerada o “orgulho da África”. Este trem-safari percorre vários países ligando-os de norte a sul através das mais diversas paisagens, história e cultura. Victoria Falls é um dos destinos preferidos, com pernoite no hotel.

A viagem pode durar de 3 dias, numa expedição ao Zimbabwe, ou até 34 dias, da Cidade do Cabo ao Cairo. A Rovos Rail é o resultado da obsessão por mecânica de um visionário, que comprou num leilão dois vagões antigos para restaurar e usá-los com a família. Muito trabalho e obstinação transformaram este sonho em sólida empresa. A viagem inaugural, em abril de 1989, foi com uma locomotiva, 7 vagões, 4 passageiros pagantes, amigos e imprensa.

Porém, há um meio mais simples, mais prático de chegar às cataratas de trem. Aqui mesmo, nos jardins do Victoria Falls Hotel, nos mesmos trilhos do Rovos Rail, embarcamos no bondinho muito romântico, serviço de bordo, tapete vermelho e tudo!

Poucos minutos depois, a imigração em Zâmbia. Um dos guias, com túnica e turbante, é o encarregado destas funções, enquanto são servidos salgadinhos, vinhos, água, refri. Os sinuosos trilhos nos levam até a ponte sobre o rio Zambezi — Victoria Falls Bridge — uma obra de arte, um triunfo da engenharia. Gentilmente, o motorneiro pára no meio da ponte e as cataratas entre Zimbabwe e Zâmbia se apresentam num momento mágico, no qual sentimo-nos suspensos…

Podemos perambular e curtir a montanha de água lutando entre os penhascos. Já em Zâmbia, um parque cheio de gibões abriga o centro de visitantes, onde os turistas são recebidos com champagne e guloseimas. Na sala, uma maquete mostra engenhosos detalhes. Somos brindados com a narrativa do engenheiro francês construtor; o jovem Georges Imbault narra todas as peripécias, aventuras, coragem e técnica dos 14 meses de construção da ponte, inaugurada em setembro de 1905.
O carinha está tão bem caracterizado e desenvolve perfeitamente o personagem que chega a confundir uns poucos turistas. Percebem o teatro quando o ator, mostrando a pele do braço, diz: “sou francês, mas estou dessa cor negra por causa do sol de Zâmbia”.

Trazidas as peças fabricadas da Inglaterra, a ponte foi montada, ao mesmo tempo, de ambos os lados, suspensa a 128m sobre o abismo, encaixando-se perfeita e precisamente no centro. Consta não ter havido acidentes fatais durante a obra.

Além da ponte, uma grande atração aqui é o Bungee Jump de 111m. Vimos, com admiração, turistas voando sobre o majestoso rio Zambesi.

Em mais uma cortesia, o motorneiro esperou o sol se por…

Zimbabwe — As Cataratas de Helicóptero

A manhã clara convida para o vôo. É fascinante:

O rio Zambese vem de longe, espraiado, mansinho… de repente uma fenda estreita e bem funda. As águas se transformam em roldão forte, camadas imensas de flocos espumantes despencam na gigantesca fratura de 108m de profundidade.
A catarata não forma represa ou bacia, as águas volumosas correm represadas entre os penhascos… o rio serpenteia, preenche o leito em curvas e nos deixa sem fala. O helicóptero pousa… fica dentro da gente este mundo inigualável!

À tarde, cruzeiro no Zambese:

Este dia ainda nos reserva uma agradabilíssima surpresa. Um 4×4 nos conduz, pelas estradas de terra de Zâmbia, até às margens do Zambese. Uma embarcação confortável e simples é apropriada àquele passeio no rio manso e silencioso.
A tripulação atenciosa oferece um coquetel aos poucos sortudos passageiros. Uma alegre interação se deu entre nós: turistas do Sri Lanka, Inglaterra, Austrália, África do Sul, Suíça, Alemanha, Estados Unidos e Brasil.
É possível que aquele rio selvagem, os pássaros coloridos, as florestas às margens distantes, o som das águas tenham proporcionado o ambiente tão harmonioso.
É aniversário de uma passageira e cada um de nós, na própria língua, cantou “Parabéns pra você”. A diversidade de sons, a brincadeira espontânea fizeram aquele momento muito especial. Certamente está guardado na caixa de boas lembranças aquele por do sol no rio africano.

Zimbabwe — The Victoria Falls Hotel

The Victoria Falls Hotel” tem uma atmosfera envolvente, com mais de 150 apartamentos em amplas alas interligando jardins, restaurantes, elegantes salões. Há um especialmente para jantares de gala, com orquestra de câmara, onde vestidos longos e smoking são de rigueur. Divertimo-nos muito em observar o requinte… …de uma distância segura! 😉

A entrada principal, em colunas, conduz à vista das cataratas. A gente nem acredita ao ver o chumaço de nuvens de vapor subindo ali bem perto. Da varanda do restaurante a ponte entre Zimbabwe e Zâmbia fica dourada ao por do sol, ao som do piano. Sabe aquela sensação de estar vivendo num filme ou romance de época…?

Salas com mobílias confortáveis se abrem para pátios com fontes, flores e majestosas árvores, incluindo espaço para exposições de arte, jogos e reuniões. Os corredores bem largos, com tapetes grossos e fofos, têm as paredes cobertas com a história do domínio inglês, que sugou o máximo das terras de além-mar. Também lá está a família “imperial” em 1947: a rainha-mãe, a jovem princesa Elisabeth e outras damas em incríveis chapéus, vestidos finos, saltos no meio do mato, às margens das cataratas.

As mangueiras e as árvores centenárias são enormes, debaixo destas florescem begônias, inhame — Colocasia Esculenta — e outras variadas folhagens numa terra preta, fofíssima. Todo o gramado tem exóticas cercas-vivas com frutinhos pretos e exposição de esculturas em pedra.

A piscina, um enorme retângulo de pedras coloridas, tem uma fonte com degraus de cada lado; é funda com fortes duchas laterais. As chaises longues espalhadas em volta atraem bando de macacos que brincam por ali. Um caramanchão abriga um espaço gourmet, principalmente, para churrascos. O vestiário tem piso de mármore xadrez, com todos aqueles mimos cheirosos e cravos naturais. Tudo limpíssimo! Ao fundo, um salão com arcos em estilo árabe, refrescado por ventiladores, oferece altos e macios almofadões. Irresistível não cair em um deles… dormimos profundamente naquele cenário de 1001 noites.

Todos os funcionários do hotel são negros — dos mais simples aos da administração. Aliás, a não ser turistas, não vimos brancos na cidade das cataratas. O pessoal é muito atencioso, bem-humorado; a mistura de etnias — Shona, amaNdebele ou Zulu e Tsonga — parece dar muito certo. Todos recebem, com um grande sorriso e efusivas exclamações, a palavrinha mágica: Tatenda, Siyabonga, Inkomu. Fazemos questão de aprender “obrigado” nas línguas da terra.

Este hotel, construído em 1904, demonstra o luxo, o conforto, a sofisticação que os imperialistas ingleses desfrutaram nestas terras africanas. Pode-se imaginar o deslumbramento dos europeus neste paraíso e daí as histórias, os dramas, a espoliação, o poder…

Zimbabwe — Victoria Falls

O vôo de Johannesburgo a Victoria Falls é de 90 minutos. O desembarque na pequena cidade das cataratas é um refinado exercício de burocracia, durando quase o mesmo tempo do vôo. Chega até a ser cômico:

  • antes de entrar no galpão da imigração, uma farda distribui os formulários para preenchimento, ali de fora mesmo, numa fila que outra farda organiza. Cada passageiro ajeita-se como pode em pé, procura caneta dali, daqui, apoia o papel na mala, na parede, abre/fecha mochila para tirar o passaporte, etc.
  • Aí começa o malabarismo das fardas neste saguão com ventilação e iluminação precárias. Duas fardas andam pra lá e pra cá, outra abre gavetas, mexe, mexe; conversam entre si, saem. Volta outra, liga computador, mexe na gaveta, pega papel, sai. São dois guichês sem funcionário. Um para o pagamento de 30 dólares, outro para apresentar o passaporte. Para isso, uma farda organiza outras duas filas. Uma pessoa fica, pelo menos 10 minutos, em cada guichê. No primeiro paga-se; uma farda sinaliza e troca-se de guichê (!) para o passaporte… dizem as boas línguas que no Brasil já foi assim…
  • Neste ínterim, o senta-levanta das fardas continua em câmara lenta. As longas filas em silêncio, só os olhos se reviram uns para os outros… discretamente. Se alguém esboçar um mínimo gesto de impaciência, a coreografia é interrompida e — bem depois — recomeça-se mais devagar ainda!
  • É muito interessante a demonstração de poder — exercido somente ali — pelo staff da imigração. Compondo o teatro, há uns 3 ou 4 imitadores dos doríforos, parecendo dormir de olhos abertos, imóveis ao fundo. Doríforos eram aqueles soldados ou lanceiros antigos que, em rígida posição de sentido, seguravam as lanças…
  • As malas — uma montanha! — ficam à parte. Vencido o túnel da paciência 🙂 pegamos nossa única mochila e as férias recomeçam!

O pessoal da terra fora do galpão, com um sorriso fácil, é prestativo e gentil. Um grupo de rapazes de etnia Shona, em peles de antílopes como guerreiros, dança e canta vigorosamente. O ritmo é contagiante. O convite para cair na dança é aceito num impulso, para o gáudio/espanto dos turistas europeus! Os guerreiros se alternam para ensinar os passos, as reviravoltas, aí tudo se transforma em risadas e boa ginástica.

Os policiais, na praça, usam um cassetete muito comprido ou um estilingue cuja forquilha termina em uma ponta aguda como uma faca. Isto causa mal-estar e revela o nível de opressão à qual aquele povo cordial está submetido.

Victoria Falls, a vila, é cheia de lojas de artesanato, saias e turbantes coloridos e muitos hotéis. Nas ruas, exposição de esculturas e pinturas exóticas belíssimas.