Suazilândia

Suazilândia — Swaziland — é um país de etnia Swazi, limita-se com a África do Sul e Moçambique. É uma monarquia absolutista, cujo rei, de 46 anos, tem 15 mulheres e muitas mordomias! E, claro, o povo é muito pobre, o índice de infectados-HIV é o mais alto do continente. Cruzamos com bando de crianças perambulando pela estrada.

A Suazilândia mantém uma reserva de rinocerontes reintroduzidos no país, onde já se extinguiram pela caça ilegal. Há outros animais selvagens e os safaris são fontes de divisa. Causam mal estar as cercas elétricas, em certos pontos, dividindo o espaço dos elefantes.

A estrutura dos parques da África do Sul é incomparavelmente superior; aliás, é gritante a diferença cultural, econômica e de educação entre os dois países. A África do Sul é muito desenvolvida, invejavelmente limpa e aproveitou bem os pontos positivos da colonização. Na Suazilândia, os governantes nativos espoliam o próprio povo, reduzindo-o a uma etnia miserável.

P1080948Há umas árvores bem altas e dezenas de ninhos dependurados; é surpreendente observar a movimentação dos pássaros-tecelões na construção elaborada das suas “casinhas”, numa coreografia maravilhosa.

P1080967Uma outra atração é um hotel no meio da Mkhaya Game Reserve. Os chalés de pedra têm por divisórias apenas cortinados; há ducha com água quente a gás e banheiro completo. A cobertura é um cone muito alto de sapé, aparado milimetricamente e muito bem feito. Não há energia elétrica e o céu estrelado é inesquecível.
O jantar — carne de antílope — ao ar livre, com uma fogueira no centro, é muito bom. Com a sobremesa vêm as danças e músicas étnicas. O pessoal é atencioso, o serviço de primeira, inclusive com toalhinhas úmidas para as mãos.

Acorda-se com uma xícara de café, ainda na cama, para a saída do safari. É uma palavra suaíli, o idioma bantu mais falado na África, significa “viagem”.

Saímos sob “os dedos róseos da alvorada“, na poética descrição de Homero na Ilíada. perfeitamente aplicada aqui.

Os rinocerontes… bem… resolveram não comparecer ao encontro… 🙂 uns dois lá longe… só com binóculo!

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