Frida

Frida – A Biography of Frida Kahlo (Hayden Herrera, 1983).

A vida de Frida Kahlo é a mais arrojada ficção, ultrapassa qualquer criação imaginária.

As circunstâncias do acidente fazem refletir sobre a imponderabilidade da vida…

Frida e o namoradinho Alejandro pegaram um ônibus na tarde de 17/9/1925. Frida notou que havia perdido a sombrinha e desceram para procurá-la. Pegaram o próximo e logo depois se deu a colisão entre o bonde e o ônibus.

Frida quebrou a coluna em três lugares, a clavícula, a terceira e quarta costelas. A perna direita teve 11 fraturas, o pé direito foi deslocado e esmagado, o ombro direito deslocado, a pélvis quebrada em 3 lugares. O corrimão de aço atravessou a pélvis, empalando-a. Frida sofreu, pelo menos, 32 cirurgias. Na infância, já superara surpreendente e corajosamente, através de exercícios físicos, uma pólio.

Outra pitada surreal: alguém – provavelmente um pintor – trazia um pacote que estourou e um pó dourado cobriu o corpo ensanguentado de Frida, aí as pessoas gritaram “a bailarina! A bailarina!”

À época, Frida não encarou o acidente como tragédia; procurou direcionar, da melhor forma, a imobilidade forçada. Embora tivesse interesse em artes, a ambição maior era tornar-se médica. Como não podia nem sentar-se, decidiu aproveitar a “oportunidade” (expressão dela mesma) de estar por longo tempo na cama, pediu a caixa de pintura a óleo e pincéis que pertenciam ao pai e começou a pintar

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