Teatro — Perdoa-me por Morrer

Vá assistir! Esta resenha é tão só para aguçar a curiosidade. O teatro nos transporta a outros mundos. A gente se envolve, se emociona, o coração dispara… é assim mesmo quando acompanhamos a trajetória amarga dos três personagens de “Perdoa-me por Morrer” com o sax de João Paulo Prazeres.

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Está na FUNARTE, um espaço muito interessante nos galpões da antiga EFCB — Estrada de Ferro Central do Brasil, na rua Januária, centro de Belo Horizonte, onde tem adoráveis bananeiras na calçada.

A peça do diretor Luiz Carlos Garrocho não é um espetáculo para multidão: além do denso contexto visível, a mensagem subliminar do drama de todos os seres humanos através da perfeita expressão corporal de Renata Rocha, Rafael Paiva e Sitaram Custódio. Não há diálogos orais, mas a linguagem viva e forte do corpo, do olhar, do movimento denuncia a violência, a perseguição, o preconceito. O grito visceral da atriz sintetiza toda a dor dos oprimidos e dos injustiçados.

Levanta-se, também, a instigante questão sobre “a bala perdida que sempre encontra a pele escura”. Vá assistir e, além da surpresa do final incomum, poderá — quem sabe? — descobrir qual é a pedra que cada um de nós carrega.