Istambul

A Turquia é a terra onde pode-se ir mil vezes… é fascinante. Os bazares são um mundo de sons, cores e cheiros. Os queijos enormes, colméias inteiras, doces e especiarias inigualáveis. A gente é bonita e os homens especialmente cavalheiros.

A visita à Hagia Sophia, à Mesquita Azul e ao misterioso Topkapı – residência do sultão – se equipara a uma maravilhosa peregrinação, quando se vai pela primeira vez. Porém, há um lugar impressionante nem tanto frequentado por turistas: a Cisterna da Basílica, restaurada há 20 anos, é um retângulo de 10.000 m² e 8 m de altura, sustentado por 336 colunas bem abaixo da rua.

Estes reservatórios, muito antigos, eram a provisão de água da cidade e estratégia de conservação, porque o inimigo atacava primeiramente os aquedutos. A água nessas cisternas chegava ao teto.

Atualmente fizeram passarelas para o visitante percorrer todo o espaço. O nível de água é baixo; se criam carpas para a limpeza do reservatório e sinalizar vazamentos.

Essa cisterna tem a “Coluna das Lágrimas”, que veio de Creta, é esverdeada e cheia de “olhos” que minam as lágrimas dos escravos, daí o nome; há duas colunas que se apoiam numa cabeça de Medusa. Esta base, segundo a lenda, foi colocada de cabeça para baixo por Constantino, para demonstrar que os deuses pagãos estavam mortos. Outros afirmam que a intenção era neutralizar o olhar mortal da Medusa.

Em um canto, há um pequeno palco para concertos para um número reduzido de pessoas. A construção da cisterna é engenhosa, no estilo catedral, com dezenas de colunas e arcos realçados pela iluminação.

A lembrança deste lugar nos leva lá de volta trazendo a mesma sensação de sossego e encantamento.

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