Impressões de Viagem: Malásia

Desta vez, as Erínias aportaram na ilha de Bornéu em Kota Kinabalu (kota = cidade, kinabalu é a montanha próxima), a capital do estado malaio de Sabah, que dá nome ao museu da cidade; em exposição as belas roupas típicas dos noivos; são muitos dias de comemoração o e os noivos se transformam em reis, tal a suntuosidade e magnificência! O casamento, mesmo em culturas diferentes, tem grande importância, representando, na realidade, um negócio entre as famílias; o comum é a situação de submissão feminina, ainda que disfarçada… mais ou menos como nas bandas de cá. 😉

Curiosamente, até 1930, o presente de casamento mais festejado: duas cabeças da tribo inimiga. Outro costume, ainda no século XIX, era o oferecimento da primogênita ou da filha mais bonita, mais bem dotada, em sacrifício para que as colheitas fossem fartas.

O símbolo da região é o hibisco. O sistema de governo é o sultanato: sultão com mandato de cinco anos; são nove famílias que se alternam na administração do país. A praia é limpa, rodeada de montanhas e floresta. O governo, em atitude avançada e exemplar, tem impedido a devastação das florestas nesta parte insular da Malásia. Infelizmente, lá também há os dois mundos: uma pequena parte rica da cidade e o povo.

O calor e a umidade lembram Manaus. Aproveitamos uma fonte que, gentilmente, espalha nas imediações uma “chuvinha” fina e refrescante!

O Sabah Heritage Center reproduz o modus vivendi dos nativos em casas de bambus, tipo palafitas, no meio da mata; estão bem conservados utensílios e enfeites. O artesanato principal são colares coloridos de miçangas minúsculas feitos por dezenas de jovens naquelas cabanas.

O templo chinês é limpo e bem conservado. A Guanyin (mãe-Buda) é enorme; faz bem contemplá-la, pois transmite boa sensação de serenidade.

Um momento muito agradável foi no mercado de Kota Kinabalu quando conseguimos, com a ajuda de outros feirantes, decifrar, entre boas risadas, uma proveitosa lição de uma senhora nativa :

…pode ter crocodilos num lago de águas calmas…

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