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Haicai de Mineiro

…é mineiricai!

Cabeça à tona
tontos com beladona
somos os homens

Copyright©2011 Maria Brockerhoff

Verde de inveja…

Reportagem sobre o sistema político na Suécia:

…igualzinho a “este país”…

O Encontro Delas

Corrida de 6 Km no Belvedere, em Belo Horizonte — só para mulheres!

Foi muito gostoso participar daquele encontro. Uma energia boa perpassa o grupo e uma alegra animação emana das atletas!

Na expectativa da largada, há uma onda espontânea de solidariedade. Aquela confusa largada é alegra, segura, cada uma “arranjando” o espaço possível e confortável. A saída é cheia de exclamações, palmas, vivas… interessante é perceber, logo após os primeiros 500m, a diminuição do alarido, o aumento da introspecção e do esforço já quase em silêncio. Poucas são as “comadres” que continuam o bate-papo.

A competição é de cada uma consigo mesma, é o desejo de testar os próprios limites. O ritmo é pessoalíssimo e ali, naquelas ruas arborizadas, com as subidas e descidas, vai se fazendo a adaptação necessária: ajustando o coração e as passadas.

Vale a pena caminhar, trotar, correr! O corpo — essa máquina magnífica — precisa, por isso, exercitar-se diariamente para se manter saudável e verdadeiramente vivo. O exercício vigoroso, que provoca uma boa transpiração, é a alavanca para a construção dos músculos, para o aprimoramento da memória, para a redução dos riscos de inúmeras doenças; e, o principal, é a alavanca para as emoções alegres, para a renovação dos conceitos e dos pensamentos.

A sensação é que amanhã as mil mulheres, participantes desta corrida, amanheceremos cheias de energia, mais saudáveis e otimistas!

A moça na academia de musculação

…a roupa de ginástica branca colante, o top bem decotado realça os seios fartos e o bronzeado; a risada alta, os dentes clareados, a boca carnuda… sente-se a dona do pedaço.

Com gestos amplos e requebros atrai os professores à sua volta e todos os olhares do salão. Dá até gosto observar os volteios, a maquiagem perfeita, a satisfação de reinar ali entre os equipamentos de fortalecer o corpo, absolutamente invisíveis para a morena bonita, de bunda arrebitada e voz – uma pena! – desafinada… com um mínimo de percepção ficaria caladinha.

A moça-corpo acompanhada do personal trainer finge malhar, disfarça com pesos leves, desfila a malha bem justa, mais gritinhos e, cumprida a pantomima, vai-se…

A Estátua da Liberdade…

…traz, na segunda parte do poema inscrito na sua base, a esperança de um mundo mais justo, menos pobreza e opressão; significou a acolhida ao mundo da América, ao sonho americano, enfim, um upgrade :-) :

…Traga a mim os cansados, os pobres
essa massa acotovelante que anseia por respirar livremente,
A escória miserável que povoa suas praias.
Envie aqueles sem lar, os banidos pelas tempestades, mande-os a mim.
Eu lhes erguerei minha luz até o portão dourado!


(do poema “The New Colossus”, de Emma Lazarus)

Outono

A estação do equilibrista:
entre o verão e o inverno
entre o céu e o inferno.

É o ponto saboroso
entre o pecado e a lei.
Nem escravo nem rei!

Copyright©2011 Maria Brockerhoff

Ponto de Vista


(via Miss Cellania)

A Violência Contra A Mulher

A cada dois minutos, cinco mulheres sofrem violência doméstica no Brasil; é uma situação gravíssima da qual não se discute uma das principais causas, aliás nem é mesmo admitida:

SÃO AS MÃES AS EDUCADORAS DOS FUTUROS MARIDOS AGRESSIVOS.

Esta lição é diária e subliminarmente ensinada quando:

  • é do rapaz a chance de ir à faculdade se os recursos financeiros são insuficientes para cobrir as despesas da filha e do filho;
  • é da menina a obrigação de lavar as roupas e/ou esquentar a comida do irmão;
  • as mães, já desde cedo, preparam o enxoval de noiva das filhas;
  • o grande sonho inculcado nas meninas é o de um feliz casamento, com um “bom partido” ($$$);
  • o Papai Noel traz para as meninas bonecas, panelinhas, maquiagem; para os meninos, aviões, carrinhos, aparelhos eletrônicos que já exigem deles tirocínio e exercício motor;
  • as meninas usam, desde bebê, brincos, lacinhos, roupas de fru-fru, incômodos sapatinhos duros e já com saltos, meias-calças colantes, apetrechos “lindos” mas impeditivos de uma boa corrida ou alegres brincadeiras. Isto é o treinamento precursor para que as moças se submetam às tiranias da moda e às mais insanas dietas e cirurgias plásticas;
  • quando a litania do “ruim com ele, pior sem ele” é despejada na orelha das meninas sob as mais variadas formas;
  • a gravidez é o golpe seguro para a realização de um casamento ou a possibilidade de polpuda pensão.

Não é preciso enumerar mais toda a diferença da criação entre meninos e meninas; contudo, tais costumes e métodos levam à internalização da submissão feminina, trazendo, mais tarde, a aceitação passiva da violência física e/ou psicológica por parte dos maridos, companheiros e namorados.

É uma questão polêmica e muito grave, porque acobertada pela sociedade conivente e hipócrita, principalmente quando o número de mulheres que retiram as queixas contra os parceiros violentos tem aumentado consideravelmente. Fazendo assim, as mulheres ensinam a mais terrível das lições:

AOS FILHOS, O PODER ILIMITADO DOS HOMENS;
ÀS FILHAS, O CAMINHO, SEM SAÍDA, DA HUMILHANTE DEPENDÊNCIA.

Mineiricai

Depois do gozo
de todo o belo início
vem precipício

Poço bem fundo
já não mais me engana
ess’alma humana

Copyright©2011 Maria Brockerhoff

Biblioburro

Invejável:

(Muito obrigada, Theresa Waisberg!)